A Região

 

Arouca


Serra da Freita

Faz parte do maciço da Gralheira, juntamente com a serra da Arada (1057 m) e do Arestal (830), ultrapassando alguns dos seus cumes, os 1000m de altitude. Ao longo da sua vasta extensão, para além de muitos outros atractivos, pode deparar-se com a Frecha da Mizarela, a secular Capela da Sr.ª da Laje, o fenómeno único das Pedras Parideiras, a Portela da Anta e algumas das Aldeias mais características da região, como a Castanheira, Cabreiros e Cando.
A Freita alberga, no seu seio, espécies faunísticas e florísticas raras, algumas mesmo em vias de extinção. O coberto vegetal predominante constituído pela urze e pela carqueja, e nas zonas de encosta por pinheiro, carvalhos, medronheiros e azevinhos, protege o lobo ibérico, o javali, a águia da asa redonda, o gato bravo, entre outros. Para além do Rio Caima, nascem nela múltiplos ribeiros de águas cristalinas que, vencendo abismos e serpenteando montes vão engrossar os caudais do Rio Paiva e do Rio Arda.


Frecha da Mizarela

Queda de água no Rio Caima, com mais de 60 metros de altura. Pode ser observada de um miradouro junto ao lugar com o mesmo nome ou Lugar da Castanheira, no lado oposto da encosta.


Pedras Parideiras

Fenómeno de granitização único no país e raríssimo no mundo inteiro. Trata-se de um afloramento granítico que tem encrostados nódulos envolvidos por uma capa de biotite em forma de disco biconvexos aos quais, por efeito de erosão, se soltam da pedra-mãe mãe daí a denominação “parideiras”. Situa-se em plena Serra da Freita nas imediações do lugar da Castanheira.


Aldeias Tradicionais

Aldeias plenas de rusticidade, carregas de tradição e de história, perdem-se, aqui e além no meio das paisagens deslumbrantes das Serras de Arouca, constituindo o encanto para a visita e um bálsamo para o espírito.


Mosteiro de Arouca

Segundo a documentação existente, o antigo Mosteiro de S. Pedro, data do século X. No ano 1210 o Mosteiro de Arouca é legado à D. Mafalda, por seu pai, D. Sancho I, Rei de Portugal. No entanto, o inicio do seu padroado ocorre apenas em 1217 ou mesmo em 1220. Embora nos seus primórdios a regra adoptada no Mosteiro tenha sido a da Ordem de S. Bento, no início do séc. XIII viria a ser adoptada a da Ordem de Cister, que se manteria até finais do séc. XIX. Nos sécs. XV e XVI foram realizadas diversas obras de reconstrução e ampliação do Mosteiro, datando o imponente edifício, tal como o vemos hoje, dos secs. XVII e XVIII.

Os espaços mais notáveis de todo o conjunto são a Igreja, o Coro das Freiras, os Claustros, o Refeitório e a Cozinha. Merece referência especial o magnifico Museu de Arte Sacra que nele se alberga – um doas melhores, no seu género, em toda a Península Ibérica -, no qual, para além de múltiplos objectos de culto, paramentos, peças de mobiliário, manuscritos litúrgicos, se podem encontrar peças raríssimas nas artes da escultura, pintura tapeçaria, ourivesaria, etc.


Trilobites

Crustáceos marítimos que dominaram a fauna do planeta durante a era Paleozóica. Encontram-se em Canelas – Arouca algumas das maiores e mais raras e até únicas espécies do mundo. Estes fósseis são da maior importância, mesmo a nível internacional, para estudo da origem e evolução da vida na Terra. Estes animais, que viviam em águas profundas ou em águas superficiais, extinguiram-se rapidamente há cerca de 230 milhões de anos.


Ponte do Rio Paiva


A conhecida ponte de Alvarenga começado a ser construída por volta do ano de 1770, ficando concluída em 1791. É provável que tivesse existido uma outra ponte no local onde se encontra a actual construção que remonta ao séc. XVIII. A actual obra foi mandada construir por alvará de D. Maria I, de 15 de Fevereiro de 1791. Os custos importaram em 3.300 reis.

Foi determinante na execução desta obra, o facto de um prelado Lamecense, D. Manuel de Vasconcelos Pereira, ter estado em risco de morrer afogado quando tentava atravessar nesse mesmo local do rio numa barca e esta se virou devido as condições do caudal do rio que estava em cheia, no local onde viria a ser edificada a actual construção. A ponte apresenta uma altura de cerca de 20,80m e é em cantaria, tem 2 arcos de volta inteira, sendo o maior destinado ás aguas do rio e o outro para os pescadores. A extensão do vão do primeiro é de 16,40m e do segundo 2,50m.

O comprimento total da ponte é de 42 metros e a largura da plataforma da faixa de rodagem 4,33m. Estabelece a ligação entre as freguesias de Canelas, que se situa na sua margem esquerda, e a de Alvarenga que está na direita, dista do lugar de Trancoso, em Alvarenga, 4 km. Esta ponte é conhecida como ponte de Alvarenga devido a encontra-se apenas a 30m de uma segunda ponte mais pequena e recente, a direita do rio na freguesia de Alvarenga.


Praias Fluviais

Nascem ou atravessam as terras de Arouca os rios Paiva, Arda e Caima, todos eles com seus recantos idílicos e praias fluviais de grande beleza paisagística. Entre estas, destacam-se as do Areínho, Espiunca, Vau, Paradinha, Janarde e Meitriz, no Rio Paiva e Albergaria da Serra, no Caima.


Gastronomia

Arouca recebe, ao longo do ano, milhares de visitantes cativados pela excelência da sua gastronomia. Os pratos à base de vitela arouquesa, do cabrito da Gralheira e da doçaria regional e conventual constituem um dos seus maiores atractivos.


Raça Arouquesa

Os animais de raça arouquesa são de pequeno porte, de formas harmoniosas e de pelagem clara. Têm um temperamento dócil, mas enérgico e possuem excelentes qualidades de trabalho. São criados em liberdade pelas encostas serranas, alimentados à base da vegetação natural que recobre essas encostas, facto que confere a sua carne, deliciosamente tenra, um inigualável sabor, Esta carne está reconhecida com a denominação de origem protegida e está certificada desde finais de Dezembro de 1998.